AMSTERDÃ (Reuters) - As autoridades de defesa da concorrência na União Europeia devem anunciar esta semana conclusão de que a Intel pagou ilegalmente a fabricantes de computadores para que adiassem ou cancelassem o lançamento de produtos contendo chips fabricados por sua principal rival, informaram fontes próximas do caso no domingo.
A Comissão Europeia deve decidir na quarta-feira pela imposição de multa à maior fabricante mundial de chips, e também ordenar mudanças em suas práticas comerciais devido às "restrições abertas" à competição que elas envolvem, dizem as fontes.
Não há indicação quanto ao tamanho da multa a ser aplicada. A maior multa já aplicada pela Comissão por abuso de posição dominante de mercado foram os 497 milhões de euros (655 milhões de dólares) impostos à Microsoft em 24 de março de 2004.
As fontes disseram que a Comissão, sediada em Bruxelas, vai decidir que a Intel cometeu duas violações envolvendo abusos de sua posição no mercado de microprocessadores.
O órgão executivo da União Europeia vai anunciar que a Intel ofereceu pagamentos a fabricantes de computadores para que estes reduzissem ou eliminassem o uso de chips produzidos pela rival AMD, e que a empresa ofereceu outros incentivos ao varejo para que só vendesse máquinas equipadas com seus chips.
Em sua decisão, a Comissão vai ordenar que a Intel suspenda esses pagamentos, que serão declarados ilegais, dentro de um prazo específico, segundo as fontes.
A Comissão anunciará também que a Intel pagou fabricantes de computadores para que adiassem ou abandonassem o lançamento de produtos contendo chips da AMD. A Comissão definirá esses pagamentos como "restrições abertas" à competição, segundo as fontes.
A Comissão vai anunciar ainda que essas violações ocorreram durante um período que se estendeu por pelo menos oito anos, segundo as fontes.
O órgão executivo europeu acusou a Intel de fazer pagamentos ilegais a fabricantes de PCs em 2007, e em julho do ano passado acrescentou a acusação de pagamentos ilegais a grupos de varejo.
Medo e dor são as primeiras palavras que vêm à cabeça quando se pensa em câncer, uma doença devastadora, que faz sofrer não apenas a pessoa doente, mas também amigos e familiares que, na maioria das vezes, pouco podem fazer para amenizar a agonia de seu ente querido. E entre as mulheres, o câncer de mama é o mais temido! E com razão. Os números são alarmantes. Dados do Programa de Oncobiologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) indicam que 400 mil novos casos de câncer surgem a cada ano no Brasil, sendo que um terço deles com óbitos. A doença é a segunda que mais mata no país e sua incidência e mortalidade têm crescido em virtude do aumento da expectativa de vida e de fatores como poluição, hábitos alimentares inadequados, sedentarismo, tabagismo, entre muitos outros.
Sintomas
O câncer de mama é perceptível por meio de nódulo ou tumor no seio, podendo ou não apresentar dor. Podem surgir alterações na pele que recobre a mama, como abaulamentos ou retrações ou um aspecto semelhante à casca de uma laranja e ainda surgirem nódulos palpáveis na axila.
Fatores de risco
Ainda não há dados concretos sobre as causas do câncer de mama, mas existem os fatores de risco que aumentam as chances de uma pessoa desenvolver a doença. Mulheres que tenham histórico da doença na família devem redobrar os cuidados, ainda mais se um ou mais parentes de primeiro grau (mãe ou irmã, principalmente) foram diagnosticadas com câncer de mama antes dos 50 anos de idade. O caráter familiar corresponde a aproximadamente 10% do total de casos de cânceres de mama.A menarca precoce (primeira menstruação), a menopausa tardia (última menstruação após os 50 anos de idade), a ocorrência da primeira gravidez após os 30 anos e a nuliparidade (não ter tido filhos), também constituem fatores de risco para o câncer de mama.A ingestão regular de álcool, mesmo em quantidade moderada, é outro fator de risco, assim como a exposição a radiações ionizantes (emitida por materiais radioativos, como os aparelhos de raio-X) em idade inferior a 35 anos.A poluição atmosférica também pode ser considerado um fator de risco, pois mantém partículas sobre grandes centros urbanos, filtrando a luz solar e diminuindo na população o nível de vitamina D sangüíneo, um antiproliferático que protege o organismo contra câncer de mama e próstata".
Prevenção
Nunca é demais repetir que a melhor forma de se prevenir do câncer de mama é se submeter periodicamente a exames clínicos e à mamografia, além de realizar o auto-exame em casa mesmo, depois do banho, ou antes de dormir.
O exame clínico, feito por um médico ou enfermeira treinados, pode identificar um tumor de até 1 cm de diâmetro, em 57% a 83% de mulheres com idade entre 50 e 59 anos, e em torno de 71% nas que têm entre 40 e 49 anos.
O Inca não estimula o auto-exame como estratégia isolada na detecção do câncer de mama. Ele é importante, mas deve ser apenas complementar, realizado entre uma e outra consulta ao ginecologista, pois não substitui o exame clínico feito por profissionais de saúde. Mesmo assim, toda forma de prevenção nunca é demais, por isso, fique atenta aos passos que devem ser seguidos no auto-exame:
1. Em pé, em frente ao espelho. Observe o bico dos seios, a superfície e o contorno das mamas.
2. Em pé, em frente ao espelho, levante os braços. Observe se com o movimento aparecem alterações de contorno e superfície das mamas.
3. Deitada, a mão direita apalpa a mama esquerda. Faça movimentos circulares suaves apertando levemente com as pontas dos dedos.
4. Deitada, a mão esquerda apalpa a mama direita. Repita deste lado movimentos circulares apertando levemente com as pontas dos dedos.
Estima-se que desde a primeira divisão celular anômala até um nódulo palpável de 1 cm, que corresponde a um bilhão de células tumorais, exista um intervalo aproximado de dez anos. Nesse período, o melhor método com ação comprovadamente eficiente como "screening" é a mamografia de alta resolução. A orientação atual, que deve ser seguida em condições ideais de recursos para a assistência à saúde, é a mamografia anual a partir dos 40 anos de idade, tendo sido feito um exame basal prévio aos 35 anos.
A mamografia é capaz de mostrar lesões em fase inicial, permitindo que o tratamento seja ainda mais eficaz. Ela é feita através do mamógrafo, um aparelho de raio-X criado em 1966, que comprime a mama de forma a fornecer melhores imagens. O exame pode ser um pouco doloroso para algumas mulheres, mas é perfeitamente suportável e, sem dúvida, vale a pena. A mamografia reduz em 30% a mortalidade das mulheres acima dos 50 anos. Além disso, para evitar o desconforto, o mais recomendado é que se evite realizá-lo no período pré-menstrual, quando muitas mulheres apresentam maior sensibilidade na mama.
Na fase pré-clínica de neoplasia, de tumores detectados pela mamografia, as taxas de cura são de quase 100%, e essa deve ser a motivação maior para estimular as mulheres a fazerem uma mamografia de rotina.
Outras medidas mais simples, que podem e devem ser adotadas no dia-a-dia também são importantes, como evitar obesidade, sedentarismo, alimentos gordurosos e ingestão alcoólica em excesso.